Volvidas 24 horas, o expresso passa agora no Oriente.
Nas colinas, o sol renasce por cima dos morros ainda esventrados por maquinaria pesada, trespassando esqueletos cinzentos e desnudos de obras de Santa Engrácia. O carteiro traz o correio pela manhã, num hábito diário de distribuir notícias pelo público. Que diabo! Será crime este jogo de distribuir documentos como quem chuta uma simples bola? É talvez por haver quem já se sinta vilipendiado com o record de avisos de recepção para assinar... Mas o carteiro não tem culpa e oje até pensou com os seus botões que um dia, talvez o seu labor diário seja reconhecido na Tertúlia Cor de Rosa, naquele programa da tal Fátima Lopes ou, quiçá, numa sexta à noite no programa do Malato. Mas bom, bom mesmo, era falar com aquele senhor careca, d' O Mundo é Pequeno... Talvez ele pudesse dar um destak global a esta humilde experiência de percorrer quotidianamente quilómetros de árduo e honesto trabalho para, por vezes, no fim do percurso, alguém com maus modos lhe atirar insultos ranhosos pela cara abaixo...
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5 comentários:
Entre colinas e marés, Deus seja louvado por existirem mentes férteis capazes de metáforas tão melódicas.
Cenourinha
Será que o carteiro também deixa as missivas na gruta do Ali Babá, aquela onde o sol é de papel e os pequenos ladrões dormem em beliches de pinhoca. Dentro da caverna o som é de altissima fidelidade, mas as contas do bando andam pelas horas da morte.
Só me ocorre dizer que se o carteiro toca sempre três vezes, esta deve ser a segunda... Fico ansiosamente à espera da terceira que, por costume, é quando depois de zangadas as 'comadres' se publicam as verdades...
Limpa-Vias
Deixem-me dizer-vos que vocês espantam-me. Para quem é insultado, roubado, humilhado, vocês têm sentido de humor. Isto está fabuloso.
Beijinhos,
Sónia
É só rir, tão desgrassadinhos que eles são...
Havemos de nos vêr por aííííí´....
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