terça-feira, 16 de setembro de 2008

Em defesa da Unioeiras

Pode parecer estranho, mas não é ...
Apesar do meu descontentamento em relação a um projecto tão demorado, à construção da minha estrutura ter sido iniciada sem o meu conhecimento e mais um ou outro aspecto, nunca duvidei da honestidade e na boa vontade da Unioeiras, em particular do seu Presidente, Sr. António Sameiro, na resolução dos conflitos. É claro que ainda temos uma questãozinha de devolução de 30% do fundo de construção, mas se for necessário isso resolve-se em tribunal, mas também não é por isso que mudo a minha opinião ou que fico chateado em relação à Unioeiras.

Acontece que agora que a direcção se livrou da Presidente do Conselho Fiscal (isso é o que pensam, e para que duram descansados pelo menos a partir das 4 da madrugada, mas na realidade só triplicaram os problemas, porque a Presidente do CF é muito mais incómoda temporariamente fora do CF), agora a culpa de não haver dinheiro, deixou de ser da Presidente do CF e passou a ser da Unioeiras. Isto porque a Unioeiras não está a cobrar 10% do fundo de construção nas isoladas e nas bandas. Porque, não interessa se a construção demorou mais do que o previsto e os custos dispararam.
Muito bem, para não aumentar e alterar o valor que tinha sido apresentado aos cooperadores ou mesmo que figurava nos contratos promessa-compra-e-venda, o fundo de construção foi reduzido para contrabalançar o aumento de custos, sem prejuízo para os cooperadores. E portanto na minha perspectiva, o procedimento foi o correcto.
Ou acham que eu por exemplo, ia aceitar, um aumento de custos depois de ter feito a escritura 14 meses depois da construção estar concluída. E também para que é que a ISTCOOP queria o fundo de construção, que não é fundo de construção, é um proveito de uma relação com terceiros (vários emails, os balancetes o orçamento de 2008 provam-no). Queriam-no para quê ? Para ter de pagar impostos ou para dar donativos, pagar viagens a Marrocos ou a Angola, comprar aparelhagens topo de gama ou para remunerações aos seus membros, por fazerem não se sabe muito bem o quê (saber sabe-se) já que a relação entre a Unioeiras e a ISTCOOP é uma relação entre terceiros.

Porque o problema não é o que ISTCOOP vai receber, o problema é o que fez com o que recebeu (o que fez está mais do que descrito neste blog).

O problema não são o aumento de custos com as bandas, o problema é que gastaram o dinheiro da devolução dos cooperadores que desistiram e agora não há guito. O problema é que contaram com o ovo no cú da galinha e afinal era um galo. Mas, mesmo olhando para o ovo do galo que criaram, ainda não perceberam !

Resumindo e concluindo, a Unioeiras tem todo o meu apoio na manutenção dos custos, em particular, das moradias em banda. O que ninguém das bandas tolerará é que no final lhes seja apresentada uma conta superior.
Não há fundo de construção. Azar, a direcção que pague as dívidas aos cooperadores, com dinheiro das suas contas pessoais porque, foi lá que, maioritariamente, foi parar o fundo de construção já recebido.

7 comentários:

Anónimo disse...

Alguém sabe alguma coisa em relação à situação financiera da Unioeiras?

C disse...

A situação não é boa.
Para começar já 'fugiram' das Colinas de Barcarena e não os consigo apanhar.
A minha casa tem alguns problemas mas o do meu vizinho da direita é de bradar aos céus!
Vou dar mais um tempo.

Anónimo disse...

É melhor "atacar" antes que a cooperativa em causa desapareça definitivamente do mapa. Por agora sairam das colinas mas voltaram ao "poiso" inicial. Quando declararem falência é que ninguem mais os apanha. A Istcoop continua a existir não obstante a falência técnica em que se encontra.
AC (LX)

Anónimo disse...

...to late!

Anónimo disse...

Depois duma consulta ao Zézé Camarinha fiquei a saber que o queria escrever era "too late" em vez de "to late"... A gaita é que a esta hora do campeonato é mesmo "toooooooooooooooooooooooooooooo late"

Anónimo disse...

E parece que a Unioeiras vai mesmo desaparecer...

Cuidem-se aqueles que ainda têm escrituras para fazer, aqui que têm reparações nas casas para fazer, aqueles que além de esperarem mais de uma década pelas casas agora estão mesmo entregues à sua sorte.

Anónimo disse...

Boa noite,

Gostaria de solicitar uma informação à aqui no Blog, meramente baseado na Vossa vasta experiência. O assunto a tratar é referente ao direito de preferência na alienação de imóveis considerando a lei que no caso da alienaçãoo inter vivos de fogos construídos ou adquiridos com apoios financeiros do Estado, as cooperativas e o INH terão direito de preferência por 30 anos,contados a partir da data da primeira entrega do fogo( DL n 502/99 de 19.11).
A Cooperativa de habitação, para renunciar ao direito de preferência, exibe uma acta de reunião da direcção, onde diz que para a cooperativa renunciar ao direito de preferência o cooperante ter que pagar 5% do valor da venda, caso contrario, a cooperativa exerce o direito de preferência. O que constatei, numa reunião com um técnico camarário, foi que:
-mesmo que o cooperante faça esse pagamento dos 5% do valor da venda, nada garante que o INH, ou mesmo a Câmara Municipal de exercer o direito de preferência.
O que pergunto, utilizando a Vossa vasta experiência, é se é legal, a cooperativa, através de uma reunião de direcção, decidir que para renunciar a esse direito que legalmente lhe assiste, o cooperante ter de fazer um pagamento de 5% sobre o valor da venda.