quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Lapalissade" E O PREÇO CERTO


Corre o boato que a Direcção da coop não quer enviar a cópia da factura do parecer, emitido por um bem cotado gabinete de advogados, sobre o Fundo de Construção que era proveito duma relação com terceiros. Como é que mentes tão "católicas" pensam em tal designação (relação com terceiros) que sugere um pecado tipo adultério ou coisa pior? Dava-lhes jeito para outros "pecadilhos". O Conselho Fiscal da altura "gritou bem alto" que o Fundo era de Construção! Para tirar dúvidas a Direcção decidiu gastar uma "pipa de massa" para alguns doutos senhores porem preto no branco o que é uma verdade do Monsieur De La Palice. Dado que a despesa correspondente não estava orçamentada nem tinha cabimento orçamental (o buraco no orçamento vai em várias dezenas de milhares de euros) cabe aos Senhores da Direcção da coop mostrarem o dito parecer e a respectiva factura. Foi dito pelo Director da coop, na última AG, que a factura era de 1200 euros. Dado que o Director da coop se recusa a mostrar a cópia da dita factura suspeito que o rombo no orçamento será várias vezes maior. Qual será o preço certo do parecer sobre a referida "Lapalissade"? Entretanto os cooperadores desistentes continuam a ver navios e a manterem-se bem caladinhos para não prejudicarem futuros negócios que tragam o dinheirinho deles de volta. Continuem todos "amordaçados" por alguns senhores bem falantes que nunca verão a cor do vosso dinheiro!
Duas parelhas ... da mula libertada da cooperativa

sábado, 11 de julho de 2009

"Mula que não tem pata não pode dar coice!"






















Ora atendendo a mais uns comentários "interessantes" neste blog e a uma leitura muito interessante na última AG, primeiro lugar:

- Quero dar os meus parabéns aos anteriores membros do Conselho Fiscal, pela sua veia jurídica, porque durante anos disseram aquilo que, agora um ilustre parecer jurídico vem confirmar.

Pode ler-se no final da página 4 do referido parecer.
“Contabilisticamente as verbas advenientes da Unioeiras, a título de fundo de construção, devem ser registadas na conta de capital, na âmbito do Plano Oficial de Contabilidade.”
Anotação: Mas afinal não era uma receita, um proveito de uma relação com terceiros, inscrito no activo, ou era preciso um parecer jurídico para dizer aquilo que o conselho fiscal disse durante anos, como por exemplo, como pode ler-se no parecer do conselho fiscal sobre o orçamento de 2008
“Os montantes referidos como “recebimentos”/“Unioeiras” dizem respeito a parte do Fundo para Construção, decorrente do seu pagamento pelos cooperadores da ISTCOOP inscritos em programas habitacionais promovidos pela UNIOEIRAS. Os montantes referidos juntam-se aos 119.234,00 Euros anteriormente recebidos, relativamente aos quais o Conselho Fiscal volta a referir estarem mal inscritos nas contas dos exercícios anteriores. Note-se que de acordo com o Regime Jurídico das Cooperativas de Habitação (Dec. Lei 502/99), a criação deste fundo é obrigatória e é “destinado a financiar a construção ou aquisição de novos fogos ou instalações sociais da cooperativa”
Ou complementarmente, no documento que a “mesa” impediu que fosse integralmente apresentado: …
“… Face ao exposto, para além dos montantes entretanto auferidos a título de Fundo para Construção ou de adiantamento de Fundo para Construção, eventualmente nada mais se irá receber da UNIOEIRAS.”
Mas voltando ao parecer jurídico:
“Trata-se de uma verba susceptível de movimentação, sujeita a uma particular “disciplina de gestão”. A legislação cooperativa não impõe que as verbas recebidas a título de Fundo de Construção fiquem cativas, sujeitas a capitalização obrigatória ou depositadas em conta bancária autónoma constituída unicamente com esse fim, até que sejam novamente investidas em bloco."
Comentário: “Disciplina de gestão” ???? “Investidas” ???? Como ? ... se foram integralmente gastas !
“No que concerne à questão da eventual aplicação de verbas do Fundo de Construção, cabe referir, que deve ser observado o fim previsto por lei (construção ou aquisição de novos fogos ou instalações sociais da cooperativa) não podendo este fundo ser utilizado indiscriminadamente para financiamento das actividades correntes da cooperativa.”
Anotação: Mais uma vez, não foi isto que o conselho fiscal disse durante vários anos? E agora ? Como se vai observar o fim previsto por lei ?
“Na eventualidade de ter sido afectado parcialmente o Fundo de Construção, com despesas e encargos que não tenham ligação com a sua finalidade, mas em cumprimento dos Orçamentos aprovados em Assembleia Geral da ISTCOOP, tal diminuição deve ser compensada com prestações suplementares dos cooperadores (taxas administrativas) que evidentemente devem ser discutidas e aprovadas em Assembleia Geral, nos termos do disposto na alínea d) e o) do art. 49 do CC”

“Afectado parcialmente” ? Não! Foi “afectado integralmente” ! “Taxas administrativas” ? “aprovadas em Assembleia” ? “Orçamento” ? … isso é coisa que não existe há vários anos na cooperativa, porque o orçamento é uma previsão de despesas e de receitas que suportavam essas despesas, e isso é coisa que não existe desde pelo menos o ano de 2004, mas .... finalmente em 2009 existe. Em 2009 existe orçamento, mas infelizmente não existe dinheiro. Onde está o fundo de construção? Onde estão as poupanças dos cooperadores desistentes? Talvez o “amigo” da “mula que já não dá coices” saiba explicar ? E agora o que prevalece o artigo 49 do CC ou o art 12 do RJCH (Regime Jurídico das Cooperativas de Habitação) ???

Ora já agora, com tão interessante parecer jurídico lido na Assembleia, porque razão não foi entregue uma cópia as cooperadores? Serão que eles não sabem ler ? Porque razão as duas pessoas melhor informadas sobre a situação economica da cooperativa sairiam ? Porque razão uma delas quando teve conhecimento do parecer saiu da cooperativa e foi fazer uma visita ali para os lados do Marquês ? Advinham ?

Voltando à questão inicial “Será que a mula já não dai coices” ? Acham que é na Assembleia que se dão coices, perante a gravidade dos factos ?

Ou acham que aqueles que se sentem indignados, vão parar de dar coices, ou se vão calar perante uma direcção que esconde e manipula documentos a seu belo prazer.

Ora vamos lá ver de donde é que vão aparecer os 119 000 euros do FC e os cerca de 73 000 dos copoperadores desistentes, mais as verbas devidas à funcionária despedida que, pasme-se o Presidente da direcção não sabia de qual o acordo com a funcionária despedida. Afinal foi o tesoureiro que fez o acordo. A situação de uma pessoa despedida não é um problema que o preocupe ?
Onde está a solidariedade ? Então em Abril de 2008 não foram dados 2000 euros de donativo aos "orfãos". Em Março não foram pagos mais de 2500 euros ao Vice-Presidente ? E a solidariedade com os cooperadores desistentes ? Onde está ou onde estava ?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Delirios

Dada a hora tardia ontem não deu para festejar após a AG. Hoje não passa sem eu abrir uma bela garrafa de champagne para festejar o corte da amarra que me ligava a uma grupo maioritariamente constituído por "sonhadores dos pesadelos doutrem". Quero disfrutar, sem entraves, o meu "casarão" que em breve estará pronto. Roam-se de inveja pois a minha casa é melhor que a vossa!
Dois coices

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tenham medo, ... tenham muito medo ...

Quem não sente não é filho de boa gente
Ladrão tanto é aquele que rouba como aquele que guarda a porta.

Engraçado como a sabedoria popular é usada no meio judicial.

Mas a propósito, umas frase muito interessantes:

" ...

- O Acordo de Cooperação é lícito e os proveitos resultantes podem ser
contabilizados como Reserva de Construção;

....

- Caso a Assembleia Geral assim o decida, podem ser cobradas taxas
administrativas de forma a viabilizar uma posterior movimentação da
Reserva de Construção. Não sei se é esta a vontade do colectivo.
..."

Tenham medo, tenham muito medo, preparem a carteira porque aquilo que o conselho fiscal avisou há muito tempo e eu próprio

Aqui

Pergunta de direito




Ora a propósito de questões de direito e de duas frases muito simples
------------------------------------------------------------------------
" Caro(a) Cooperador(a),

Anexa-se a convocatória para a Assembleia Geral de 9 de Julho de 2009.
Agradecemos a confirmação da sua presença, para o endereço de e-mail istcoop@sapo.pt .
Melhores cumprimentos,
A direcção.
-------------------------------------------------------------------------

Na ordem de trabalhos pode ler-se
- Eleição do Conselho Fiscal
- Aprovação das contas de 2008

-------------------------------------------------------------------------

Voltando à fotografia será que isto é

"Isto é uma "violação estatu(t)ária" ou... trata-se antes de um "engano monumental"?!

Contador da vergonha











Este é o número de dias de desespero e de angústia dos dois cooperadores que desistiram, cerca de 2 anos e meio para um, 1 ano e nove meses para outro.
Aqueles que pensam que desistimos, enganam-se. Aqueles que pensam que não enviando nem as actas, nem informando sequer os membros do Conselho Fiscal do estado da cooperativa desenganem-se. Aqueles que pensam que tenho medo de tribunais, ou de inquéritos do ministério público desenganem-se. Só esta semana são 3 idas a tribunal, desde Lisboa a Almada passando por Cantanhede. Nos últimos 5 anos foram só cerca de 200 processos de “tribunal” que me passaram pelas mãos. E desenganem-se aqueles que espalharam informação chamando incompetente e ignorante à presidente do Conselho Fiscal, minha esposa, porque juntamente com os outros membros do Conselho Fiscal, descobriram a “marosca” e tentaram denunciá-la perante a cooperativa. Não resultou porque “a mesa” (palavras do seu presidente Horácio Fernandes) achou que o facto de ter sido gasto e o fundo de construção e as poupanças dos cooperadores desistentes não era motivo para assembleia extraordinária. Acharam que podiam fazer notas de culpas sumárias, porque os seus familiares e amigos, que nunca estiveram envolvidos num projecto estavam lá para votar e resolviam o problema. Ondem está um ano depois, as cópias das procurações, a lista de presenças na Assembleia ? Ou alguém não sabe contar, ou algo de muito grave se passa. Ainda esta semana um cooperador da “IST” Coop. Desconhecia que existiam dividas a cooperadores… Lindo !
Aqueles que pensam que ficamos indiferentes perante os "filhos ... " que ficaram com o dinheiro ou que o gastaram nas despesas mais absurdas desde altas-fidelidades, viagens para todos os gostos, financiamento de iniciativas pessoais, remunerações que agora eles próprios consideram ilegais, sabem que não nos calaremos nem ficaremos indiferentes perante os Srs. Gonçalo Cadete, Jacques Abreu da Costa, João Matela Luís, Paulo Ferreira que com a preciosa colaboração dos (ou pelos menos de alguns) membros da Mesa da Assembleia Geral.
Gastaram o fundo de construção porque era um proveito de relação com terceiros, agora parece que depois de gasto como proveito de relação com terceiros, em que se esqueceram de pagar os impostos, por isso agora já não é relação com terceiros, mas também não é fundo de construção porque vamos ver se a Unioerias tem de o devolver ou não!
A grande esperança do milagre da multiplicação do fundo de construção foi-se. Só quem é burro ou não se interessa, é que não sabe o que se passa na Unioeiras. Por isso desenganem-se aqueles que acreditam que vai haver dinheiro…

Nós por cá estaremos e por cá continuaremos !

sábado, 4 de julho de 2009

Ponto da situação

Caros cooperadores

Informa-se que, apesar da convocatória dar um ideia de estado de normalidade na cooperativa, que:
- O membro do Conselho Fiscal, José Manuel Brázio, demitiu-se. Desconhecem-se os motivos da demissão, embora tenham existam documentos de trabalho elaborados pelo próprio e pela direcção muito esclarecedores.
- As contas ainda não foram enviadas ao conselho fiscal. O conselho fiscal ainda tem um membro em efectividade de funções.
- Os dois cooperadores desistentes ainda não receberam a devolução das suas poupanças.
- A funcionária despedida ainda não recebeu a totalidade das indemnizações devidas.
- Desconhece-se o motivo de tão estranha solicitação da direcção, que é o pedido de confirmação da presença na assembleia.
- Desconhece-se como é que o Conselho Fiscal vai ser eleito e analisar as contas na mesma Assembleia.
- Desconhece-se o que significa “capitalização da cooperativa”.

Adicionalmente confirma-se que, a cooperativa se vai reunir nas instalações do Instituto Superior Técnico.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Chuva?


Enquanto por essa Europa fora chove granizo do tamanho de bolas de golf, aqui no blog, da ISTcoop, chovem visitas de utilizadores da VODAFONE. Que será que estes Senhores procuram? Novas fontes de recapitalização para a depauperada coop? ... ou apenas adivinham chuva? A canicula instalou-se!
Vá lá documentem-se bem para a preparação da AG. Que pena a Mula da Cooperativa estar em estabulo longinquo...
Dois coices
PS- os pastos por aqui são verdissimas...que maravilha!